quinta-feira, agosto 29, 2024

 


                                O amor



De cada olhar que recebo, sinto calafrios,

e retribuo com o mesmo olhar, êxtase,

sigo uma sina de paz eterna, com melindre,

e de cada amor que percebo, reajo,

sinto ternura no teu olhar, no teu abraço.

Ah, se fácil fosse eu te tocava no rosto,

sedento de amor, me refaço, me reinvento.

Descrevo cada minuto, espero cada hora,

amanhece o dia com sol, flores nascem.

Anoitece e o sol continua, no meu olhar,

Não sinto fugaz a paz sentida e vivida,

sinto paz no amor que conheci, você.




                           Torres, 16 agosto de 2024

                           Luiz Alberto Monteiro

sexta-feira, junho 07, 2024

 


Fragmento de poesia – Desejos

De cada um que sinto, sinto tremores na alma,
e cada um que realizo, realizo sonhos do amor,
e de cada que faço trocas no olhar, meu olhar fica molhado,
quero os desejos que sentes em cada beijo, me digas,
quero os desejos que pensas em cada abraço, eu sinto,
nossos desejos e trocas não tem palavras,
só olhares sedentos de desejos.


Torres, 7 junho de 2024
Luiz Alberto Monteiro

sexta-feira, maio 24, 2024

 



            Fragmento de poesia – Sonhos


Sonho, um a cada dia, não esqueço,

pertenço aos rastros lembrados das rosas,

em cada pétala, escrevo minha sina,

não, ainda não enlouqueci, resisto,

quero amar o amor escondido nos meus caminhos.

Quero sonhar os sorrisos escondidos, nos sonhos.


                    Torres, 24 de maio de 2024

                       Luiz Alberto Monteiro

quarta-feira, maio 22, 2024

 


                        Fragmentos de poesia – Lembranças


            Não tenho do amor que já senti, remorsos.

            Não tenho da lembrança de ti, pudores.

            Lembro abraços loucos que nos demos, sorrio.

            Lembro carinhos loucos que nos fizemos, os sinto.

            Lembro dos beijos eternos que nos demos, acarinho.

            Não mais esqueço de nada, tergiverso, não falo nada.

            Calo, só lembro, meu coração se aquieta.


                                                Torres, 28 de abril de 2024

                                                    Luiz Alberto Monteiro

                    


                                             Poesia sem nome VII


                            Quando meus caminhos escolhi, olhei

                            e me fez encontrar, você sem querer,

                            senti afagos na minha alma, desconcertei,

                            renovei sonhos, toques, carinhos, por querer.


                            Ah, não sei o que faço nessa rua que caminho,

                            o chão passa, eu refletindo do que sei, ou não,

                            virando a esquina, recebo, sem querer, um carinho,

                            continuo contando os passos, vou olhando o chão.


                            No olhar trocado há um sorriso de afagos latentes,

                            tropeço no caminhar, vejo sonhos, estou acordado,

                            nem sei o que penso, só sinto sentimentos cogentes.


                            Sinto, agora, um pulsar levemente bom e acelerado

                            descanso o pensamento no sonho sentido vorazmente,

                            de mãos dadas, você distraída, tomo um beijo emprestado.


                                            

                                                Nova Veneza, 11 de abril de 2024

                                                Luiz Alberto Monteiro

 


                        Fragmento de poesia - PAZ


        

            Escrevo para lembrar de ti,

            escrevo pra lembrar da paz,

            sinto minha alma protegida,

            acarinhada pelo teu abraço, beijo, e olhar.

            Quero paz no amor cúmplice das trocas.


                            Nova Veneza, 10 de maio de 2024

                            Luiz Alberto Monteiro

sexta-feira, março 22, 2024

 


                Falando de amor


    Vieste no meu caminho, se instalaste quieta

    nas bordas de minha alma, que era um traste.

    Vi teu olhar doce, tua alma quieta, quis beijar.

    Beijaste minha boca, e devagar, me acariciaste.


    Falaste do que existia em tua alma, não via,

    e floresceste os encantos do olhar, sorriste.

    Caminhei nos sonhos e agora quero, você sorria,

    desfaço fardos onde guardaste amor , se abriste.


    Caminhamos de mãos e corações abraçados,

    eu queria, que fosse mais, nunca senti assim,

    não lembraste de nada, olhares entrelaçados.


    Um abraço, um beijo, um carinho aconteceu,

    e depois quando olhaste meus olhos, enfim,

    pude dizer te amo, nos amamos no teu geneceu.



                        Nova Veneza, 23 de março de 2024

                            Luiz Alberto Monteiro

sexta-feira, março 15, 2024

 


            Saudade de você


Hoje, sem querer, lembrei do teu corpo,

acariciei, teus cabelos, tua nuca, teus seios,

e tudo que eu quis, você deixava, e sorria,

e calmamente, de leve, devolvia os toques.

Então, cruzamos olhares, abraços, beijos

brincamos como sempre, intensos.

Parecia eterno, o amor que nos une.

Nossos olhares sempre cúmplices,

desejando o outro que sempre espera.

Mas acordei de repente, e não te vi,

Era um sonho pensei ser verdade,

me iludi, mas te amei muito.



        Luiz Alberto Monteiro

        Nova Veneza, março de 2024

sexta-feira, novembro 03, 2023




Fragmentos de poesia, renascer


Em cada amanhecer,

em cada nota de música,

em cada viagem imaginada,

em cada sorriso visto e recebido,

em cada vida nascida e renovada,

é assim minha sina, pensada, repetida.

Tu renovaste meu desejo, meu olhar de amor.

Te darei meu abraço de carinho,

meu afeto mais delicado e intenso,

receberei teu olhar de amor, de ternura,

é assim meu cotidiano teimoso.


Biguaçu, 04 de outubro de 2023

Luiz Alberto Monteiro 

 



Fragmentos de poesia, Encontro


Nesse encontro de olhares,

depois de um abraço intenso,

trocamos um beijo,

cuido com muito zelo, e feliz,

por perceber carinhos intensos.

Nesse labirinto,

trocamos olhares cúmplices,

carinhos desejados comuns,

vou seguindo cuidadoso,

mostrando afetos simples,

recebendo olhares que abraçam,

minha alma, retribuo…

Construímos assim, juntos,

um amor recíproco,

sólido,

um amor enraizado dentro do peito.

Um amor que quero eterno.


Biguaçu, maio de 2023

Luiz Alberto Monteiro

 



        Fragmentos de poesia, nunca te vi


Nos encontros com na tua alma serena, eu sinto,

e descubro de cada olhar, um amor, um toque.

Não permita, Deus, que eu não a conheça e pressinto,

uma flor colho no jardim, atiro com meu bodoque.


Você recebe, agradece e me devolve um sorriso,

vendo eu ruborizo, e penso que me amas um pouco

vendo eu pego outra flor bela, e te dar eu preciso,

novamente te mando, me sinto como um louco.


E então faço desse jogo diário que me atordoa,

lembranças diárias, que cultivo aos prantos,

ainda não a conheci e já imploro: me perdoa.


Nessa esperança soturna, uma lágrima derramei,

então na solidão do meu olhar componho acalantos

que no refrão repete: nunca te vi, sempre te amei.


                        Nova Veneza, 27 outubro de 2023

                            Luiz Alberto Monteiro

quinta-feira, junho 24, 2021



                       70 anos

Que espero agora da vida,
a não ser o êxtase eterno da esperança,
a juventude do interior que não se acaba,
a parceira para a maturidade que tenho.

Que espero agora da vida,
a não ser o brilho do prazer mais gostoso,
o encantamento das vidas que observo,
a esperança que meus olhos sempre vêem.

Quero a continuidade do meu caminho,
descobrindo coisas do passado não vistas,
descobrindo amores novos em cada pensamento,
despertando o olhar para o que ainda não vi.

Quero experimentar tudo que me agrada,
se ainda não errei, quero errar um pouco que seja,
se ainda não amei, quero amar muito que seja,
se ainda não chorei, quero chorar.

Busco hoje o sentido de tudo sem culpa,
o prazer de não fazer nada,
a igualdade nos olhares trocados,
o fim dos beijos inacabados.


                            Luiz Alberto Monteiro, abril de 2021

sexta-feira, junho 11, 2021

Solidão

 


                            Solidão


A pior solidão é a d’alma que amargura,

não vemos nos caminhos diários a luz,

com isso às vezes vamos a loucura,

quero fugir, viajar sozinho no calaluz.


As flores murcham, nos campos altos

das montanhas, não reconheço as orquídeas,

meus olhos umedecem tenho sobressaltos,

lá insistem, voam as pequenas ranfastídeas


Caminhante trêmulo nos passos desconexos,

pergunto por alguém que sumiu na floresta,

no dorso da fêmea como um anuro, em amplexos.


Chamo o vazio, não responde, está de boresta,

não busca nada, não se ocupa, tem solidão,

arredio, olho o nada do futuro, é o que me resta.


                          Luiz Alberto, maio de 2021


Sensações novas

 


                  Sensações novas


Percebendo sentires diferentes a cada dia,

olhares, percepções e sempre aprendendo

estou a cada minuto vendo somente alegria,

não consigo ver insosso, vou sempre vivendo.


Ando pelos campos com flores coloridas,

todas as cores, todas as flores, todos os tons,

nem sei em qual percebo sensações doloridas,

em outras, sempre, ouço mágicos sons.


Ando aprendendo, e nessa caminhada interior

o aprendizado é sempre aprendizado solitário,

o aprendizado é as vezes com alguma dor.

 

Vou seguindo os instintos nas descobertas,

não paro de perceber, sou sempre solidário,

sou livre, vivendo com percepções abertas.


                 Luiz Alberto, maio de 2021


Poesia sem nome VI

 

                Poesia sem nome VI


Cadê minha realidade?

Tergiverso, desculpas eternas, prontas,

não vejo respostas no espelho,

cubro o rosto com a mão,

soluços pequenos, com lágrimas.

Evaporam nas loucuras alheias,

me carregando junto,

nem sempre o espelho responde

às minhas dúvidas e angustias.

O futuro foge nas noites úmidas,

escuras, tristes, sonhos horrores

com pessoas morrendo sem saber e sentir.

Em passos rápidos, na chuva caminho

soluçando, vejo pessoas levitando,

como se arcabouços fossem.

Cadê minha realidade?


             Luiz Alberto, maio de 2021

Quarto de despejo

 

                Quarto de despejo


Despeço-me de lembranças amargas, sem choro.

são dores, não de parto, mas também doloridas,

a cada despedida me mantenho atento aos cochos,

que no caminho via, por entre as flores coloridas.


Sedento de refazer a alma sombria, aos prantos

entrego-me sem reservas, sem medos conscientes,

mas, caminhando, agora encontro sorrisos tantos

que retribuo, como se fossem agora, sementes.


Saio dessa morada de tantas lembranças marcantes,

escondo meu rosto inerte, sem maiores rodeios,

desfaço ilusões, desmoronando tudo em instantes.


De cada caminho que trilhei, somente lembro agora,

de cada dor que deixei, não há recompensas, nem quero,

no olhar, teimoso, despejado que fui, sorrio a cada hora.


                             Luiz Alberto, abril de 2021


Fragmentos de poesia - Portas abertas

 

 

             Portas abertas


Com delicadeza,

vejo feliz teu coração aberto,

entro, com muito zelo, feliz

por perceber carinhos intensos.

Nesse labirinto,

trocamos olhares cúmplices,

caminhos desejados comuns,

vou seguindo cuidadoso,

mostrando afetos simples,

recebendo olhares que abraçam

minha alma, retribuo...

Construímos assim, juntos,

um amor reciproco,

sólido,

livre,

intenso.

 

                Luiz Alberto, março de 2021


Fragmentos de poesia - Poesia



                Poesia

Uso, para declarar meu amor,
à uma mulher sem que ela saiba,
mas ao ler, já percebe tudo,
nem precisava a poesia, ela percebeu.
Mas delicada que é, fala da surpresa ao ler,
diz simplesmente que leu,
mas quer saber pra quem fiz, engasgo,
invento histórias, disfarço minha timidez,
me entrego ao pânico, o que falo agora?
Falo que foi pra uma mulher com quem sonhei,
não lembro o nome, digo inseguro,
ela me olha, percebe meu medo,
e só diz, com a certeza, própria dela:
no próximo sonho quem sabe,
ela dirá também que te ama,
e dirá seu nome.
Bobo que sou, acreditei.


                           Luiz Alberto, março de 2021




Fragmentos de poesia - Percepção

 

                     Percepção


Troca de afetos diários,

desconfio, me alerto, por isso,

sensação, percepção de tudo.

Não há pressa, onde chegaremos?

Não há cobrança, como faremos?

Não há dúvidas, nas descobertas mútuas.

São toques na alma alheia, sinto afagos.

São olhares cobertos de ternura,

trocas delicadas de carícias, sem pressa,

desejos e sonhos com convergência plena.

Alimento minha alma dessas percepções,

deixo fluir o carinho e as trocas.

Não há palavras escancaradas,

somente afetos intensos,

Um dia existirá no rastro dessas trocas,

um amor pleno, intenso, feliz,

sem almas presas.


                  Luiz Alberto Monteiro, março de 2021


Fragmentos de poesia - Lutas

 

                           Lutas


Por quais me empenho,

sem me rasgar por dentro, as sinto.

Não, não quero a repetição de choros,

soluçados e que conheço do meu íntimo.

Quero a transgressão dos atos

pelos minhas poesias, silenciosas,

às vezes enigmáticas,

às vezes com recados diretos,

que o destino percebe, entende, silencia.

Meu silêncio, se não percebem,

é a luta mais ruidosa da alma,

é a mais dura de minha consciência.


      Luiz Alberto Monteiro, março de 2021

Fragmentos de poesia - Esperança

 

 Esperança


Minha alma que se amargura 
na tua dor, acaricio teus cabelos, 
beijo teu rosto, abraço tua alma, 
te faço carinho sem parar, 
só ouço teu silêncio, 
só ouço teu soluçar pequeno. 
Quando me aquieto, 
deitaste ao me lado, 
se aconchegaste nos meus braços longos, 
que só querem te proteger, 
que só querem acalmar teu coração, 
que só querem te aquecer. 
Que só querem, agora, te proteger.

Luiz Alberto Monteiro, março de 2021


Fragmentos de poesia - Desejos

 

      Desejos


São poucos, deliro com eles,

minh'alma sempre os perseguem.

Alguns me perseguem há anos,

esses sorrio quando lembro.

Um deles, era o mais difícil,

ser pleno no amar com liberdade,

sem cobrança, só contrapartidas no olhar,

no carinho, no toque, no abraço.

Sem condições, ao outro.

diminuindo a alma do outro.

Sem achar que o meu sonhar

é maior que o do outro,

assim esmagamos e somos esmagados.

Esse amor só existe

com a liberdade total da alma alheia.

Esse amor só existe

na confiança plena e mútua, sem vírgulas.

Esse parei de perseguir, encontrei.

Menos um desejo a ser desejado.


                 Luiz Alberto Monteiro, março de 2021



Fragmentos de poesia - Descobertas

                    Descobertas


Ouço tua voz em lugares

improváveis, secretos.

Ela acaricia meu silêncio,

desfaz dúvidas, diz segredos.

Ela, nos sonhos, é sussurro

que me arrepia,

me deixa trêmulo, excita.

Ela, dizendo segredos,

meus olhos veem,

o que sai de tua alma,

te beijo, nos amamos.

Adormecemos entrelaçados.


                   Luiz Alberto Monteiro, março de 2021


Fragmentos de poesia - Amor?

 

                      Amor ?


Eis que se insinua sorrateiro,

acolho, como quem cuida de uma flor,

rego, cuidadoso, meu sorriso retribui,

o silêncio, às vezes, aparece, se mantém.

Falando tudo do carinho pleno sentido.

São delicadezas, olhares, palavras

que me alimentam completamente.

Só tenho, hoje, no meu coração

espaços para liberdade.

Teu carinho me liberta pra eu sorrir.

Teu olhar me dá liberdade.

Tua voz me dá segurança.

Teu silêncio me transforma, excita.


                   Luiz Alberto Monteiro, março de 2021

Fragmentos de poesia - Amor

 

                             Amor


Nas vezes que faço pouco caso dele,

olho do lado oposto ao meu coração,

ele pulsa, vê, eu só disfarço sem jeito,

e cada vez que me atrai, sorrateiro

que é, descubro olhares despercebidos.

Negligências passadas?

Melancolias presentes?

Mas na tua voz, vejo delicadezas

insanas ao meu coração sossegado,

mas que teme insanidades alheias.

Quando me estende teu coração aflito,

e o acolho em meu olhar cuidadoso,

e o acolho em pétalas de rosas.

e o acolho em abraços,

enfim sucumbo sereno,

e devolvo o olhar com amor.


                 Luiz Alberto Monteiro, março de 2021