quinta-feira, agosto 16, 2007

Taina Santos - Resposta à ilusão

Resposta à ilusão

Não, mentir não posso, senão a ilusão é minha,
Nunca alimentei em ti amor, e desejo em mim,
Sempre disseste que a mim não amaria, que queres?
Agora sucumbes, na mesma dor que um dia já senti.

Como queres que te ame, se agora me pedes mentiras,
mas me deixe com meu afeto que por ti sinto,
amo o amigo, não quero agora amar o homem,
tenho também a ilusão do amor no que agora procuro.

Também nos meus caminhos tropecei, cai, chorei
E gritei tanto pelo amor que rouca fiquei,
e tu sempre do amor, aqui não acreditou,
Não tenho remorso, nem tentei, não me iludi.

Não reze aos santos em vão, eles nunca amaram
uma mulher, eu que já amei sozinha, sofri de amor.
Levante os olhos, e siga o amor, e siga a paixão.

Rio, 16/08/07

Ilusão - Luiz Alberto

Ilusão

Mente ao meu coração, suplico
ele não quer sofrer nos devaneios,
em tuas mãos seguras quis adormecer
como se fosse um acaso do amor.

Não digas verdades, ele não resiste a prantos,
não resiste a desconsolos, descompassos,
só quero agora mentiras, rezo aos santos,
nunca acreditei, quero tudo que de mim esconde.

Os caminhos são tortos e fugazes, não os vejo,
mas esqueço as promessas que a mim fiz, pra que?
Nunca as cumpri mesmo, eram ilusões dos meus olhos.

Os caminhos ficaram longos sem você, reconheço,
Por agora quero a mentira, oh céus! nunca imaginei
que para não sofrer eu preferisse a ilusão.

Itaipu, 15/08/07

Utopias - Luiz Alberto

Utopias

Busco sonhos que já tive e perdi,
Faço de você a utopia possível,
Reencontro agora o que nunca encontrei,
Caminhos partidos nas estradas bifurcadas.

Quero do encontro que sonho, a utopia
do mais simples do olhar, e descobrir,
por inteiro a tua ânsia de vida e amor,
abraçar, esquecer do tempo, e beijar você.

Colher rosas prontas, e em broto nascendo,
E no afã de minha busca esbarrar no amor
Sorrateiro e treloso que se mostra se insinua.
quero no teu coração a certeza do meu afeto.

Quero teu amor, tua maturidade e vivencia
como se dela eu sempre fosse presente,
quantos zelos me ensino para proteger você,
quero praticar a proteção, o carinho pelo olhar.

Quero no dia a dia a cumplicidade e o afeto,
da amizade, da confiança, do companheirismo,
do andar atoa de mãos entrelaçadas ou não,
do amar no abraço, no beijo e em todas as utopias.



Itaipú, 01/08/07
Utopias - Luiz Alberto